{"id":56960,"date":"2026-05-05T18:10:04","date_gmt":"2026-05-05T21:10:04","guid":{"rendered":"http:\/\/radioculturafmsapeacu.com.br\/index.php\/2026\/05\/05\/apos-dez-anos-belo-monte-ainda-enfrenta-criticas-sociais-e-ambientais\/"},"modified":"2026-05-05T18:10:04","modified_gmt":"2026-05-05T21:10:04","slug":"apos-dez-anos-belo-monte-ainda-enfrenta-criticas-sociais-e-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioculturafmsapeacu.com.br\/index.php\/2026\/05\/05\/apos-dez-anos-belo-monte-ainda-enfrenta-criticas-sociais-e-ambientais\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s dez anos, Belo Monte ainda enfrenta cr\u00edticas sociais e ambientais"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align:center;\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2026-05\/apos-dez-anos-belo-monte-ainda-enfrenta-criticas-sociais-e-ambientais\"><br \/>\n                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.jsdelivr.net\/gh\/sergiosdlima\/assets-ebc@1.0.0\/abr\/assets\/images\/logo-agenciabrasil.svg\" alt=\"Logo Ag\u00eancia Brasil\" style=\"height: 54px;\"><br \/>\n\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p><strong>Aos 70 anos de idade, \u00c9lio Alves da Silva se recorda da chegada da usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, em Altamira, no estado do Par\u00e1 (PA), como um momento que gostaria de esquecer, mas as profundas mudan\u00e7as causadas em sua vida o impedem.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1688413&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1688413&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>Pescador na comunidade de Santo Ant\u00f4nio, em Vit\u00f3ria do Xingu (PA), ele ouviu falar pela primeira vez sobre o projeto no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, cinco anos depois que o governo brasileiro havia iniciado os Estudos de Invent\u00e1rio Hidrel\u00e9trico da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Xingu para mapear o potencial energ\u00e9tico da bacia.<\/p>\n<blockquote>\n<h3>Not\u00edcias relacionadas:<\/h3>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2025-03\/dino-determina-participacao-de-indigenas-nos-ganhos-de-belo-monte\">Dino determina participa\u00e7\u00e3o de ind\u00edgenas nos ganhos de Belo Monte.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cChegou ali uma empresa que se chamava Cenec [Cons\u00f3rcio Nacional de Engenheiros Consultores S.A]. Eles entraram naquelas matas, cortaram tudo, abriram picadas, derrubaram as veredas e fizeram detona\u00e7\u00e3o de dinamite para ter uma certeza se a regi\u00e3o suportava a barragem\u201d, conta.\n<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Nesta ter\u00e7a-feira (5) completam-se dez anos da inaugura\u00e7\u00e3o oficial da Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte. Um empreendimento pensado em meados da d\u00e9cada de 1970 e que ganhou grande repercuss\u00e3o internacional desde que surgiu a proposta de desviar 80% do fluxo do Rio Xingu, em um trecho de 130 quil\u00f4metros, para abastecer o reservat\u00f3rio de Belo Monte.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da <strong>Ag\u00eancia Brasil <\/strong>no WhatsApp<\/a><br \/>\n\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<!-- scald=461660:medio_4colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/3GwLsC7TkoNRWfLU6PeMSkhNz5U=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/05\/whatsapp_image_2026-05-05_at_14.09.12.jpeg?itok=BkT_cMIh\" alt=\"Xng\u00fa, 05\/05\/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Pescador \u00c9lio Silva, atingida pelo desvio do rio Xingu durante a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte. Foto: \u00c9lio Silva\/Arquivo Pessoal\" title=\"\u00c9lio Silva\/Arquivo Pessoal\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/3GwLsC7TkoNRWfLU6PeMSkhNz5U=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/05\/whatsapp_image_2026-05-05_at_14.09.12.jpeg?itok=BkT_cMIh\" alt=\"Xng\u00fa, 05\/05\/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Pescador \u00c9lio Silva, atingida pelo desvio do rio Xingu durante a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte. Foto: \u00c9lio Silva\/Arquivo Pessoal\" title=\"\u00c9lio Silva\/Arquivo Pessoal\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=461660 -->\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Pescador \u00c9lio Silva, atingida pelo desvio do rio Xingu durante a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte. Foto: <strong>\u00c9lio Silva\/Arquivo Pessoal<\/strong><!--END copyright=461660--><br \/>\n<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Mudan\u00e7as<\/h2>\n<p>Apesar do barulho ecoando floresta adentro, Silva se recorda que a abund\u00e2ncia de peixes da regi\u00e3o n\u00e3o se deixava intimidar.<\/p>\n<p>\u201cEra pescada, tucunar\u00e9, filhote, a dourada, que \u00e9 um peixe da regi\u00e3o l\u00e1, pacu, jaraqui, curimat\u00e1, frecheirinha, branquinha e outros mais. A gente tamb\u00e9m pescava peixe ornamental, o carizinho, cari zebra, o aba laranja, eram v\u00e1rios tipos de cascudo, a gente trabalhava com mais de 20 esp\u00e9cies de peixe ornamental\u201d, lembra.<\/p>\n<p><strong>Segundo Silva, depois disso, as mudan\u00e7as n\u00e3o pararam de acontecer. As explos\u00f5es ganharam for\u00e7a, os peixes come\u00e7aram a desaparecer e, logo, ele e outras 67 fam\u00edlias foram informadas que deveriam deixar o lugar.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o queria que sa\u00edssem as pessoas individuais, a gente queria que sa\u00edsse todo o grupo, toda a comunidade para o mesmo local. Eles chegaram at\u00e9 a prometer que iam fazer uma vila para a gente, mas n\u00e3o fizeram\u201d, lembra.<\/p>\n<p>\u00c9lio Silva recebeu uma pequena ch\u00e1cara nos arredores da cidade de Altamira (PA), no mesmo valor que avaliaram sua antiga casa. Os cinco filhos receberam moradias em outros lugares distantes e nenhuma assist\u00eancia financeira ou produtiva.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cQuando eu cheguei aqui, eu fiquei numa situa\u00e7\u00e3o que eu dependia de ajuda dos outros. O pessoal do Xingu Vivo para Sempre [organiza\u00e7\u00e3o social] me arrumava cesta b\u00e1sica at\u00e9 eu conseguir me equilibrar, mas at\u00e9 a nossa carteira de pescador cancelaram\u201d, lamenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Seguran\u00e7a alimentar<\/h2>\n<p><strong>Na mesma \u00e9poca, Sara Lima, moradora da comunidade de Belo Monte do Pontal, em Anapu (PA), pescava no Rio Xingu com os pais. Nascida em uma fam\u00edlia de pescadores, tamb\u00e9m cresceu vendo a mesa farta de peixes, resultado do trabalho em fam\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA nossa vida era uma vida rica, uma vida boa, uma vida sadia. Porque aqui o rio, a natureza era que mandava. Aqui tinha reprodu\u00e7\u00e3o de peixe. A gente escolhia o peixe para comer\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Diferente de \u00c9lio, a fam\u00edlia de Sara n\u00e3o precisou se mudar, mas, apesar de se manter unida morando no mesmo lugar, perdeu a capacidade de gerar renda e a seguran\u00e7a alimentar que o Rio Xingu proporcionava.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA gente tinha um rio vivo, um rio que corria livremente, que nos fornecia \u00e1gua limpa e alimento. Hoje, a gente se humilha por \u00e1gua pot\u00e1vel e come coisas como ovo e mortadela\u201d, lamenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<!-- scald=461659:cheio_8colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/loading_v2.gif\" data-echo=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/MNQIXwWTsiBuh0oo6ct00uovEKE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/05\/whatsapp_image_2026-05-05_at_14.06.50.jpeg?itok=mu9FBThi\" alt=\"Xng\u00fa, 05\/05\/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Sara Lima, atingida pelo desvio do rio Xingu durante a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte. Foto: Matsi Matx\u00efr\u00ef\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Matsi Matx\u00efr\u00ef\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><br \/>\n        <noscript><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/MNQIXwWTsiBuh0oo6ct00uovEKE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/05\/whatsapp_image_2026-05-05_at_14.06.50.jpeg?itok=mu9FBThi\" alt=\"Xng\u00fa, 05\/05\/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Sara Lima, atingida pelo desvio do rio Xingu durante a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte. Foto: Matsi Matx\u00efr\u00ef\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Matsi Matx\u00efr\u00ef\/Divulga\u00e7\u00e3o\"><\/noscript><br \/>\n    <!-- END scald=461659 -->\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta rtecenter\">Sara Lima, moradora da comunidade de Belo Monte do Pontal, em Anapu (PA), sente os impactos da constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte. Foto:\u00a0<strong>Matsi Matx\u00efr\u00ef\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=461659--><br \/>\n<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Viola\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p><strong>Para marcar os dez anos de Belo Monte, a Associa\u00e7\u00e3o Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida) , o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (Cimi) , a Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab) e outras entidades divulgaram uma carta aberta em defesa das comunidades ind\u00edgenas, ribeirinhas e pescadoras artesanais de todo o m\u00e9dio curso do Rio Xingu.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O documento destaca o agravamento das viola\u00e7\u00f5es contra esses povos, ao longo dos anos, por causa das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cAs secas extremas que assolaram a Amaz\u00f4nia em 2016, 2019, 2020, 2023 e 2024 aprofundaram os impactos j\u00e1 existentes e evidenciaram a fragilidade estrutural do empreendimento\u201d, refor\u00e7a trecho da carta,\u00a0que tamb\u00e9m \u00e9 assinada pela Diocese de Altamira, pela Justi\u00e7a Global, pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, pelo Observat\u00f3rio dos Povos Ind\u00edgenas Isolados (OPI) e pela Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).<\/p>\n<p>As organiza\u00e7\u00f5es lembram ainda que, em julho de 2025, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-07\/corte-define-que-enfrentar-crise-climatica-e-obrigacao-dos-paises\">reconheceu, em um parecer consultivo<\/a>, a obriga\u00e7\u00e3o de os pa\u00edses responderem \u00e0 emerg\u00eancia clim\u00e1tica como um direito internacional.<\/p>\n<p>No parecer, s\u00e3o destacadas as obriga\u00e7\u00f5es para prote\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es afetadas pela emerg\u00eancia clim\u00e1tica, entre elas a garantia a um ambiente saud\u00e1vel e a promo\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es legais eficazes, prote\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o contra os impactos das mudan\u00e7as do clima.<\/p>\n<h2>Direitos Humanos<\/h2>\n<p>Segundo a advogada do Programa de Direitos Humanos e Meio Ambiente da Aida, Erina Gomes, esse parecer fortalece uma peti\u00e7\u00e3o apresentada pelas organiza\u00e7\u00f5es sociais na CIDH, desde 2011, pela responsabiliza\u00e7\u00e3o do Estado por violar os direitos fundamentais dos povos do Xingu, durante a constru\u00e7\u00e3o da usina de Belo Monte.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cDo ponto de vista da prote\u00e7\u00e3o dos direitos dos povos do Xingu, Belo Monte \u00e9 avaliada e considerada um desastre socioambiental. Dez anos depois da opera\u00e7\u00e3o e 15 anos desse processo, aquilo que foi denunciado na peti\u00e7\u00e3o, aqueles argumentos que n\u00f3s traz\u00edamos de possibilidade de impactos irrevers\u00edveis, eles se concretizaram\u201d, afirma a advogada.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A expectativa das organiza\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 que um relat\u00f3rio de m\u00e9rito da Corte Interamericana crie uma jurisprud\u00eancia regional para a Amaz\u00f4nia, que evite futuros impactos socioambientais semelhantes aos da Usina de Belo Monte, em futuros projetos de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 porque a energia limpa tamb\u00e9m \u00e9 um discurso de Belo Monte. E uma das demandas nossas \u00e9 que projetos de energia limpa n\u00e3o podem ser constru\u00eddos sob viola\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas de direitos humanos\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<h2>Investimentos\u00a0<\/h2>\n<p><strong>Sob administra\u00e7\u00e3o da empresa concession\u00e1ria Norte Energia, maior acionista do empreendimento, desde 2010, a Usina Hidrel\u00e9trica de Belo Monte \u00e9 considerada pelo setor como essencial para o Sistema Interligado Nacional.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com nota divulgada pela empresa, a usina no Rio Xingu atende a uma m\u00e9dia de 5% da demanda por energia el\u00e9trica do pa\u00eds ao ano, em todos os estados. \u201cNos hor\u00e1rios de pico de consumo, produz at\u00e9 16% da demanda nacional\u201d, informa.<\/p>\n<p><strong>Segundo a Norte Energia, mais de R$ 8 bilh\u00f5es j\u00e1 foram investidos nos compromissos socioambientais assumidos no licenciamento.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEntre os resultados est\u00e3o: constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas hospitais, 63 unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade, reforma ou constru\u00e7\u00e3o de 99 escolas, cria\u00e7\u00e3o de seis bairros, reflorestamento de uma \u00e1rea equivalente a tr\u00eas mil campos de futebol e a\u00e7\u00f5es voltadas para comunidades ind\u00edgenas como atividades produtivas, prote\u00e7\u00e3o territorial, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o\u201d, informou a empresa por meio de nota.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Apesar dos investimentos, organiza\u00e7\u00f5es sociais e a popula\u00e7\u00e3o atingida afirmam que os projetos nunca foram conclu\u00eddos e as poucas iniciativas foram insuficientes na repara\u00e7\u00e3o aos danos causados.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cFalar hoje em projeto de atividade produtiva com a entrega de 20 pintos pra gente criar, nunca vai substituir um rio que nos oferecia todo dia todos os tipos de esp\u00e9cies de peixe para a gente pegar, para a gente comer\u201d, conclui Sara Lima.<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"wpematico_credit\"><small>Powered by <a href=\"http:\/\/www.wpematico.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">WPeMatico<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 70 anos de idade, \u00c9lio Alves da Silva se recorda da chegada da usina hidrel\u00e9trica de Belo Monte, em Altamira, no estado do Par\u00e1 (PA), como um momento que gostaria de esquecer, mas as profundas mudan\u00e7as causadas em sua vida o impedem. 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