{"id":28857,"date":"2022-07-20T21:08:14","date_gmt":"2022-07-21T00:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/radioculturafmsapeacu.com.br\/index.php\/2022\/07\/20\/brasil-pesquisa-faz-mapeamento-da-incidencia-de-malaria-em-gestantes\/"},"modified":"2022-07-20T21:08:14","modified_gmt":"2022-07-21T00:08:14","slug":"brasil-pesquisa-faz-mapeamento-da-incidencia-de-malaria-em-gestantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radioculturafmsapeacu.com.br\/index.php\/2022\/07\/20\/brasil-pesquisa-faz-mapeamento-da-incidencia-de-malaria-em-gestantes\/","title":{"rendered":"Brasil: pesquisa faz mapeamento da incid\u00eancia de mal\u00e1ria em gestantes"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Pesquisa da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) fez um mapeamento da incid&ecirc;ncia de mal&aacute;ria em gestantes no Brasil. A abrang&ecirc;ncia do estudo torna o trabalho in&eacute;dito, tendo em vista que foi analisado um longo per&iacute;odo, de 2004 a 2018, e envolve mais de 60 mil mulheres, a partir de dados do Sistema de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Mal&aacute;ria (Sivep-Mal&aacute;ria), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Entre os resultados encontrados, est&aacute; a observa&ccedil;&atilde;o de que a doen&ccedil;a ocorre mais em gr&aacute;vidas de munic&iacute;pios dos estados do Amazonas, do Acre, de Rond&ocirc;nia e do Par&aacute;.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1471827&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1471827&amp;o=rss\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"><\/p>\n<p>&ldquo;S&atilde;o os <em>hotspots<\/em> para a doen&ccedil;a, aquelas regi&otilde;es que s&atilde;o mais cr&iacute;ticas, onde a frequ&ecirc;ncia da doen&ccedil;a acontece com mais evid&ecirc;ncia. O estudo indica onde seriam necess&aacute;rias maiores interven&ccedil;&otilde;es do sistema de sa&uacute;de, de&nbsp; pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&rdquo;, explica Cl&aacute;udio Romero Farias Marinho, professor do Laborat&oacute;rio de Imunoparasitologia Experimental do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas (ICB-USP), que coordenou o trabalho. A pesquisa foi apoiada pela Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp) e publicada na revista Lancet Regional Health &#8211; Americas.<\/p>\n<p>O grupo coordenado por Marinho estuda a mal&aacute;ria gestacional h&aacute; 10 anos. &ldquo;As gestantes, assim como as crian&ccedil;as com idade at&eacute; cinco anos, s&atilde;o os principais grupos de risco para desenvolver uma doen&ccedil;a severa, a mal&aacute;ria severa. A maior mortalidade do mundo se aplica a esses dois grupos&rdquo;, pontuou. A doen&ccedil;a &eacute; causada por protozo&aacute;rios do g&ecirc;nero <em>Plasmodium<\/em> e transmitida pelo mosquito <em>Anopheles<\/em>. As gestantes infectadas correm mais risco de ter anemia grave, parto prematuro, aborto e natimortalidade. O feto tamb&eacute;m pode ser afetado, apresentando microcefalia ou ter o crescimento prejudicado.&nbsp;<\/p>\n<p>O trabalho mostra tamb&eacute;m que houve redu&ccedil;&atilde;o para aproximadamente metade dos casos no per&iacute;odo analisado. &ldquo;Com todos os problemas que temos, o Brasil tem um programa muito s&eacute;rio de controle da mal&aacute;ria. A doen&ccedil;a tem que ser notificada e esse sistema &eacute; alimentado quase que diariamente. &Eacute; um sistema de vigil&acirc;ncia bastante eficiente&rdquo;, avaliou. Al&eacute;m disso, ele destaca o fato de que todo o tratamento &eacute; gratuito. &ldquo;Isso &eacute; super importante, porque isso evita resist&ecirc;ncia &agrave; droga, n&oacute;s nos certificamos que realmente a pessoa foi tratada de forma adequada.&rdquo;<\/p>\n<h2>Tratamento<\/h2>\n<p>Apesar disso, o estudo revelou ainda que o tratamento dessas pacientes pode estar sendo feito de forma inadequada, com a prescri&ccedil;&atilde;o de um medicamento contraindicado, a primaquina. Marinho alerta, no entanto, que, como se trata de uma base de dados, &eacute; preciso confirmar essa informa&ccedil;&atilde;o, pois pode haver erro na informa&ccedil;&atilde;o registrada. &ldquo;Esse &eacute; um importante ponto de alerta, mas cabe &agrave;s autoridades olhar isso e verificar, ter um maior controle, verificar a veracidade dessa informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ponderou o pesquisador.<\/p>\n<p>Sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Marinho, o levantamento foi conduzido pela p&oacute;s-doutoranda do ICB-USP Jamille Dombrowski, em parceria com pesquisadores da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica (FSP-USP). A partir dessa an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica, o foco do grupo agora &eacute; o diagn&oacute;stico precoce de uma complica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, a mal&aacute;ria placent&aacute;ria. Nesses casos, o parasita pode estar na placenta e a gestante sem apresentar sintomas. Dombrowski trabalha, portanto, em um projeto que quer identificar biomarcadores para que essa an&aacute;lise possa ser introduzida na rotina do pr&eacute;-natal.<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"wpematico_credit\"><small>Powered by <a href=\"http:\/\/www.wpematico.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">WPeMatico<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP) fez um mapeamento da incid&ecirc;ncia de mal&aacute;ria em gestantes no Brasil. 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